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<title>Sopros d'Alma </title>
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<description>Uma viagem aos pensamentos de alguém, eu... </description>
<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 00:53:26 +0100</pubDate>
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<title>Sopros d'Alma </title>
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	<title>Opah e cliche!</title>
	<link>http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2009/04/21/opah-e-cliche</link>
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		<description><![CDATA[<p>Deu-me para escrever, nem sei bem o quê: coisa estranha.<br />
Secalhar é porque estou a beber cerveja a esta hora (00h19), a comer salgadinhos, como a minha net Wi-Fi emprestada, a tentar escrever a fita de final de curso da madrinha Joana... ah e estou em ERASMUS na Bélgica, ah e estou perdida de amores pela pessoa que está no quarto a fazer je ne sais pas quoi e que é meu irmão de acolhimento (e... não me lembro de mais nada!!!).<br />
Talvez também o facto de ontem (tendo em conta a hora, na segunda) ter começado estágio em cirurgia cardiovascular e torácica e me terem dito: "é obrigatório saber fazer manobras de reanimação".<br />
- Ah pois, então não se vê logo pela minha cara que eu tou farta de fazer massagem cardíaca, ventilar manualmente, partir costelas no meio disto tudo e pensar: "Ah ganda malucahhhh"!<br />
OPAH, claro que não, isso é a paixão da minha vida, mas eu NÃO percebo um CUZINHO (isto em bom português!)</p>
<p>[um pequeno à parte: o meu objecto de adoração está no mesmo espaço que eu, portanto, é o aguenta] ...</p>
<p>Continuando:<br />
Se houverem transplantes cardíacos eu poderei assistir à intervenção e ocupar-me-ei do pré e pós-op desses pacientes: ah, grande merde! É bem, no fundo, se eles não pararem no meu turno!!! LoL</p>
<p>[estou com um distúrbio de concentração... não entendo!]</p>
<p>Bem, estou com uma energia descomunal, não me apetece dormir, mas apetece-me deitar no sofá e ficar lá até à hora do despertador tocar. É estúpido e incompreensível a todas as pessoas que mantêm a sua saúde mental intacta, mas acho que é porque me sinto mais perto da "minha pessoa" (e eu já sei que tenho de parar de falar nele como se ele fosse a única pessoa existente no mundo). Ele só vai deixar de jogar lá pra 1h30 da manhã, mas azar! Hoje quero dormir no sofá, mesmo depois de ele ter voltado ao quarto, entretanto aproveito para trabalhar um bocadinho. Vou fazer o "frete" (isto ainda se diz?!) de responder à Felixina com todos os recócós possíveis... hum...hum...hum (é uma espécie de reza à inspiração, Deusa, LoL).</p>
<p>Voltando ainda ao que eu penso (fdx que a merda do jogo faz barulho, jezz! Desconcentração TOTAL): como é possível que ainda vá viver mais 6 semanas com esta pessoa, sem ficar mentalmente esgotada, porque eu adoro estar a olhar para ele??? estúpida outra vez.<br />
Eu adoro toda esta família que me acolhe, não quero que se tornem, após o meu retorno a PT, conhecidos, quero fazer parte e quero que eles façam parte! Isto é tudo o que eu sempre menosprezei no pensamento da mais comum das raparigas, mas ora aí está, eu sou uma rapariga comum: blá blá blá!!</p>
<p>E agora vou ouvir música numa rádio perto de mim, que este barulho e ao mesmo tempo silêncio entre dois corpos incomoda-me.
</p>
<p><a href="http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2009/04/21/opah-e-cliche#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Tue, 21 Apr 2009 23:55:01 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Estou agónica...</title>
	<link>http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2009/04/19/estou-agonica</link>
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		<description><![CDATA[<p>É qualquer coisa que nasce na garganta ou no estômago, não sei bem, e morre no estômago ou na garganta, não sei. Espalha-se por todo o tórax e agarra-me o coração em garra e comprime, comprime. Chama-se agonia?<br />
É ambíguo, mais que nunca, como jamais foi: quero fugir, correr e gritar socorro, mas também quero olhar para trás, decorar a tua cara ou de preferância tê-la sempre à minha frente. Não te ver é doloroso, ver-te é devastador. Como é possível viver assim? Como se me tivessem injectado adrenalina, dopamina e serotonina, tudo duma vez: alerta total. Quero agarrar o tempo, não quero que passe, mas quero que passe depressa para acabar com esta coisa no meu peito. Quero respirar tranquilamente, quero o meu ritmo cardíaco regular, quero... quero... quero-te a ti, no fundo.<br />
Pensar em ti assim, pensar que há um continente entre nós, nem o mar é o mesmo. Não vemos as mesmas coisas, não sentimos as mesmas coisas.<br />
Estou a tentar que não me ouças, que não me vejas, estou a tentar, é tudo o que posso prometer.</p>
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<p>"><br />
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</p>
<p><a href="http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2009/04/19/estou-agonica#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sun, 19 Apr 2009 13:44:27 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Destesto pessoas.</title>
	<link>http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2009/03/02/destesto-pessoas</link>
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		<description><![CDATA[<p>Não suporto absolutamente nada, tudo me irrita exponencialmente. Contudo, permita-se a ambiguidade, sinto-me apática. Tenho consciência do que o que escrevo poderá assemelhar-se a um distúrbio de personalidade eminente, mas já não ponho as minhas mãos no fogo por nada.<br />
Sou orgulhosa, devia ser uma qualidade, mas em excesso é um grande defeito. É por isso, que me sinto capaz de me zangar com o mundo, por simplesmente existir, arriscar as relações com um misto de tristeza e ao mesmo tempo com vontade de ver até onde posso ir...<br />
Sou má, rancorosa e vingativa, longe dos sentimentos bonitos e utópicos que todos dizem ter. Pois eu neste momento não os tenho, nem quero ter. Mas, infelizmente, não sou egoísta o suficiente para massacrar quem deveria como acontece na minha imaginação. Ridículo.<br />
Já tive vontade de chorar, agora não tenho... eu diria que estou cada vez mais parecida com uma pedra!<br />
Enoja-me o papel de vítima, revolta-me o mais comum dos coitadinhos...<br />
Cresçam, assumam responsabilidades e façam tudo, mas tudo, EXCEPTO, irritarem-me desta forma, porque não é simpático e obrigam-me a coisas que não faria usualmente. Eu não peço desculpa, não desta vez. Parou aqui o controlo da minha vida, quem decide SOU EU. Não sou um fantocheeeeee. E se quiser meter me à frente de um tornado o que é que é correcto fazer-se? NADA. Porque eu só quero sentir o vento a bater-me na cara, a fazer-me chorar como se eu o fizesse por ter emoções.<br />
Já diz alguém muito especial: "DETESTO PESSOAS".<br />
Estou tão cansada deste rumo que nem escrever decentemente consigo...
</p>
<p><img id="image478936" src="http://files.nireblog.com/blogs4/long-blue-thought/files/magic_storm.jpg" alt="vento negro" align="middle" class="imgcentro" /></p>
<p>Sento-me sozinha<br />
Nesta pedra solitária<br />
Sinto o vento que se avizinha<br />
A fustigar o meu rosto</p>
<p>Perco-me neste sonho louco<br />
E sinto a pouco e pouco<br />
O tempo a desvanecer</p>
<p>Aqui fico nesta minha solidão<br />
Sinto-a em mim a fluir</p>
<p>A minha alma sozinha<br />
Percorre todos os caminhos<br />
Tentando de todas as formas<br />
Libertar os pensamentos sombrios</p>
<p>Olho para dentro de mim<br />
Vejo a terrível solidão<br />
As sombras solitárias<br />
Coladas ao meu coração</p>
<p>- Adaptado de som do silêncio -
</p>
<p><a href="http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2009/03/02/destesto-pessoas#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 12:13:33 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Avant l'orage</title>
	<link>http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2009/02/23/avant-lorage</link>
	<guid>http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2009/02/23/avant-lorage</guid>
		<description><![CDATA[<p>Minha querida amiga,</p>
<p>Sei que estás a embarcar dentro de menos de uma hora (neste caso julgo que o termo correcto seria encomboiar, mas como não existe!). Estou nervosa por ti, sinto me preocupada e ao mesmo tempo feliz porque vais conhecer o mundo com outros olhos nos próximos três meses. Nem sabes o quão orgulhosa de ti estou, até me vêm as lágrimas aos olhos, é verdade! Pensei e queria muito ter ido despedir me de ti no momento da partida, mas tou a pé, falta me a viatura automóvel...<br />
Quero saber de tudo o que se passar contigo enquanto aí estiveres: se o dia correu mal, se correu bem ou se simplesmente correu. O que te impressionou, ou não. O que te deu vontade de chorar ou rir até te doer a barriga. Se sentes que o teu corpo já não aguenta tantas saudades de "casa"... tudo! E quero que saibas, como penso que já sabes, que estou aqui para o que der e vier!</p>
<p>Abraço apertadinho,<br />
Joana.</p>
<p>Encara a tua partida deste modo...<br />
<img id="image477797" alt="379-avant-l-orage.jpg" src="http://files.nireblog.com/blogs4/long-blue-thought/files/379-avant-l-orage.jpg" align="middle" class="imgcentro" /></p>
<p>p><br />
Gilbert Garcin
</p>
<p><a href="http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2009/02/23/avant-lorage#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Mon, 23 Feb 2009 17:52:19 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Ódio</title>
	<link>http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2009/02/09/odio</link>
	<guid>http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2009/02/09/odio</guid>
		<description><![CDATA[<p>Digo regularmente, ainda que erroneamente, "odeio isto" ou "detesto aquilo"...<br />
Na verdade há poucas coisas de que eu não goste, simplesmente não me dizem nada ou irritam-me profundamente.<br />
Não suporto isto de ir e invadir. Não tenho esse direito, é terrível.<br />
ODEIO, DETESTO este "acontecimento" de obrigatoriedade espontânea e descontrolada. Sinto-me traída e sinto-me a trair. Porque é que eu tenho de imaginar coisas que não quero? Que me afectam/magoam e até outros a quem sou mais fiel? Tantos porquês e ideias desconcertantes..! Quero que passe, não quero estar na cabeça dos outros. QUERO QUE PARE.</p>
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<p>"></p>
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<p><a href="http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2009/02/09/odio#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Mon, 09 Feb 2009 19:28:19 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>CRÓNICA A UM OBTURADOR</title>
	<link>http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2009/01/13/cronica-a-um-obturador</link>
	<guid>http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2009/01/13/cronica-a-um-obturador</guid>
		<description><![CDATA[<p>Recordo-me ainda da primeira vez que me disseram que um cateter estaria obturado. Senti-me destroçada, que nome tão complexo: o Obturador deve ser, com certeza, algo horrível, complicado e de difícil compreensão. Mentes mais iluminadas com certeza compreenderão a razão do meu pasmo e deslumbramento quando finalmente o fitei. Ali estava ele…<br />
Óbvio que um Obturador, também conhecido por muitos como “o Bionecter” possui dois grandes objectivos: manter a permeabilidade do catéter (evitar a acumulação de fibrina no seu interior) e reduzir o risco de infecção (a cada administração de fármacos)... Digamos que este pequeno, mas não menos importante, instrumento de trabalho exige, evidentemente, e como seria de esperar cuidados: pesquisar sinais inflamatórios no local de inserção do cateter ou no trajecto da veia (e deixar esses aspectos descritos em notas de acordo com a não menos complexa nomenclatura CIPE, também para sua própria segurança e credibilidade!).<br />
O obturador não vem, nesciamente, com livro de instruções (talvez aumente exponencialmente os custos de produção que apenas por acaso desconheço), suponho que os fabricantes pensem: “Toda a gente sabe que existe, o que é e como funciona”, logo quem sabe que explique aos outros! Serão claramente grandes visionários da sociedade contemporânea, tendo em conta o período de crise. Esquecem-se, ou não valorizam (onde está a diferença?) os desventurados estudantes de enfermagem que encaram o Obturador, e agora atente-se, como o seu cavalo de batalha no Texas. Não obstante a esta realidade duríssima, os Obturadores são ainda mote de dissertações, reflexões e associados, para que seja, finalmente, compreendida a sua função nas enfermarias. Uma vez entendida esta grande função, o estudante de enfermagem sente-se satisfeito porque tem, decerto, um meio da nota dos irrepreensíveis!
</p>
<p><a href="http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2009/01/13/cronica-a-um-obturador#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 18:17:00 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Segurança</title>
	<link>http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2009/01/11/seguranca</link>
	<guid>http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2009/01/11/seguranca</guid>
		<description><![CDATA[<p>Gostava de te ver mais vezes: fazes me sentir segura dentro desses teus olhos ora azuis ora verdes... por mais que o tempo passe parece que há coisas que nunca irão mudar entre nós. Somos amigos tão um do outro, tão nossos. Uma sensação que não consigo partilhar com ninguém: é a amizade mais bonita do mundo!<br />
Quando estamos juntos o mundo pára: já não temos preocupações, subitamente a única coisa que fazemos é rir.<br />
Estamos sempre em sintonia: tu sabes o que estou a pensar e eu sei o que tu estás a pensar, nem precisamos de adivinhar. Conhecemos todos as minusculas feições da cara um do outro, nem sequer há hipótese de tentar esconder pensamentos, como é possível tal ligação. Parecemos tão gémeos.<br />
E sim: somos egoístas! Quando estamos juntos temos de fazer um esforço enorme para deixarmos os outros perceberem nos, porque com eles já precisamos de articular palavras, construir frases...<br />
Sabes que te adoro?
</p>
<p>AMIZADE E MÚSICA<br />
Tocam só harpas os anjos?<br />
Anjos tomam cerveja?<br />
Esta amizade... bendita seja!<br />
Ouço que anjos realmente tocam<br />
Que anjos realmente cantam<br />
Sons de anjos diferentes<br />
Que riem, que brincam<br />
E aceitam-me entre eles<br />
Com meu modesto violão<br />
E minha enorme imperfeição<br />
É a sonoridade da alma<br />
Fluem valsas e chorinhos<br />
Nada de liras ou clarins<br />
Canções de amor, dolentes<br />
Delicados cavaquinhos<br />
Pandeiros e bandolins<br />
Não ouço música formal<br />
Percebo uma voz, um canto<br />
Realmente, angelical<br />
Lindo, em plenitude<br />
Definitivamente...<br />
O som é um sonho<br />
Não é virtual...<br />
Existe a angelitude!</p>
<p>De um desconhecido que te conhecia...
</p>
<p><a href="http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2009/01/11/seguranca#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sun, 11 Jan 2009 18:09:57 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>O depois, o pós...</title>
	<link>http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2009/01/06/o-depois-o-pos</link>
	<guid>http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2009/01/06/o-depois-o-pos</guid>
		<description><![CDATA[<p>Fiz a loucura, como seria possível dizer que não depois de todos aqueles desejos ardentes?! Claro que não estava a dormir e muito menos "morta" contigo ali, a acenderes todos as minhas células.<br />
Tivemos de repetir 3 vezes e sabes que mais: acho que não te desejo, mas desejo que tu me desejes. Porque gosto de te ver a cubiçares-me, porque gosto de te ver a engolir em seco.<br />
Mas existe o depois, o pós-loucura: a consciência adormecida desperta!<br />
Fizemos bem? Não exageramos? Podemos confiar a entrega um ao outro sem receios?<br />
E, contudo, não sei se não quero voltar a sentir o teu cheiro...<br />
Neste novo ano deixei os pedidos habituais, aliás nem me lembrei de pensar nisso. Agora, que penso que tenho 12 pedidos em atraso (assim como as terríveis uvas secas, cujo nome não deverá ser pronunciado neste blog!), DESEJO aprender a amar reciprocamente, porque esta vida louca não poderá, jamais, ser eterna. Preciso disso a que chamam estabilidade emocional na minha vida: paz, calma e amizade incondicional a par de amor, se é que isto existe (porque julgo que a isto se chamará amor).<br />
Feliz Ano. Brindemos aos sentimentos sérios.
</p>
<p><a href="http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2009/01/06/o-depois-o-pos#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 18:57:03 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Loucuras</title>
	<link>http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2008/11/30/loucuras</link>
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		<description><![CDATA[<p>Loucura é o que vou cometer. Não aguento mais, é mais forte que eu...<br />
O desejo da carne supera-me em tudo, não há bom senso que impere.. misto de fogo e injecção de adrenalina. A brutalidade do sentimento.<br />
Não se trata de um sentimento bonito, não é, mas vicia. É algo que vai passar, espero eu, tem de passar.<br />
Não te quero para felicidade eterna, não tenhas medo de me magoar porque achas que não mereço. Não me vais magoar, nem eu a ti, muito pelo contrário, temos de resolver isto. O que eu não mereço, nem consigo, é aguentar, aparentemente, calma, quando há um tornado dentro de mim. Por outro lado, até fico, temporariamente, lisongeada, por teres esse respeito por mim, o que me dá ainda mais vontade de te ter.</p>
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<p>"></p>
<p><a href="http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2008/11/30/loucuras#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sun, 30 Nov 2008 17:58:24 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Querer...</title>
	<link>http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2008/11/18/querer</link>
	<guid>http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2008/11/18/querer</guid>
		<description><![CDATA[<p>Não percebo! Não gosto de ti, gosto, mas é um gostar diferente. Não estou apaixonada.<br />
Sinto-me atraída, umas vezes mais que outras... mas, no geral, tenho necessidade de controlar a minha loucura impulsiva... nasce em mim um felino, que só quer caçar.<br />
Que sentimento tão estranho, tão animal, chega a ser perigoso!<br />
Já não sei que mais fazer, mas não consigo parar, dizer basta: um misto de curiosidade e desejo..!
</p>
<p><a href="http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2008/11/18/querer#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 15:56:50 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Poder de me irritar...</title>
	<link>http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2008/11/07/poder-de-me-irritar</link>
	<guid>http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2008/11/07/poder-de-me-irritar</guid>
		<description><![CDATA[<p>Existem poucas coisas que me deixem verdadeiramente irritada, transtornada, capaz de ser rude e deixar o "meu mundo politicamente correcto"...<br />
Mas estas poucas coisas, são de facto pequenas, mas com um poder fulminante, e de repente estou a arder em silêncio e a lutar com todas as minhas forças para não ser MÁ.<br />
Metem-se na minha vida quando sabem que o que mais prezo é a minha liberdade, fazer o que me apetece. Dito desta forma pode parecer irreflectido, mas não é. Sei o que faço. Como eu comando a minha vida, ninguém tem nada a ver com isso. Não suporte que tentem interferir e muito menos se achem no direito de me darem palpites. Se falhar a culpa é só minha.<br />
E agora pensam "mas quando te sentes só e triste gostas que esteja alguém junto de ti": sim, é verdade. Gosto, e não só quando estou triste, odeio estar sozinha. Preciso dos outros como de ar. Mas preciso que me deixem o meu espaço, que me respeitam como sou, que respeitam o que faço e como faço, sem questionar. Porque eu não me lembro de questionar a forma de viver de outrém, ainda que não concorde.<br />
Não quero que me digam que estou atrasada: eu também sei ver as horas.<br />
Não quero que me digam que sou baldas: eu também sei ver as aulas marcadas nos horários.<br />
Não quero que me digam que sou preguiçosa: eu também sei quando não estou a fazer algo que devia estar a fazer...<br />
Não quero que me digam nada, a não ser para falar da metereologia, quando me sinto triste. Porque se estou triste é porque preciso, porque algo me deixou assim.<br />
Não quero que me deixem em paz, quero que respeitem o meu espaço e a minha necessidade de me afastar, de não estar... porque eu sou assim.
</p>
<p><a href="http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2008/11/07/poder-de-me-irritar#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Fri, 07 Nov 2008 15:34:49 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>E agora a chuva chegou outra vez...</title>
	<link>http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2008/10/25/e-agora-a-chuva-chegou-outra-vez</link>
	<guid>http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2008/10/25/e-agora-a-chuva-chegou-outra-vez</guid>
		<description><![CDATA[<object width="425" height="344">
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<p>Tantos meses, tantas horas que gastei a pensar em ti, porque te amo tanto... A pensar como seria voltar a ver-te, o que iria dizer-te, a pensar se te iria abraçar.<br />
A coragem veio e eu telefonei-te. Estava controladamente descontrolada, a voz soou fria e dura. Falaste pouco e eu também... a voz começou a tremer. Quando desliguei, não chovia lá fora... mas a minha cara estava molhada e continuou molhada.<br />
Combinamos jantar no dia a seguir. Fizeste de conta que nunca houve um buraco nas nossas vidas e isso não é justo para comigo.<br />
Não preciso que fales, precisava apenas que me tivesses ouvido, mas não quiseste.<br />
Este reencontro tinha de ser tratado como uma ferida: primeiro tinhamos de ter desbridado o tecido necrosado para promover uma boa cicatrização.<br />
Mas tu não deixaste e eu sinto que pouco mudou..<br />
Ages como se soubesses a razão que nos afasta, que nos faz estar separados, como se não houvesse nada a fazer por nós... simplesmente porque a culpa ou é da estação do ano ou duma mudança semelhante, com qual não vamos poder interferir.<br />
Sinto-me hipócrita...
</p>
<p><a href="http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2008/10/25/e-agora-a-chuva-chegou-outra-vez#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sat, 25 Oct 2008 16:46:40 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Quero dizer-te...</title>
	<link>http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2008/10/19/quero-dizer-te</link>
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		<description><![CDATA[<p><img id="image423963" alt="642705.jpg" src="http://files.nireblog.com/blogs4/long-blue-thought/files/642705.jpg" align="middle" class="imgcentro" />
<p>Acordei decidida a dizer-te, iria finalmente libertar-me deste fardo... depois disso o que acontecesse já não dependia de mim.</p>
<p>Queria dizer-te que gosto de ti, muito, apesar de ainda não ter percebido como foi isto acontecer, como foi isto escapar ao meu controlo, como foi isto acontecer quando eu sou uma pessoa tão racional.</p>
<p>Queria dizer-te que não espero nada de ti, que não é por isso que te conto, que estou a contar-te porque já não aguento esta agonia de que podes descobrir a qualquer momento por alguém que não eu. Conto-te porque não quero ser "vítima" da chamada "panelinha" dos amigos bem intencionados...</p>
<p>Conto-te porque não devo, nem quero passar o meu tempo a analisar tudo o que faço com medo que percebas algum sentimento, que não amizade, da minha parte, porque não quero analisar até ao átomo cada gesto teu, como se de uma esperança vã se tratasse.</p>
<p>Não quero ter esperança, faz-me mal, desconcentra-me, desorienta-me!<br />
Quero que me trates da mesma forma, como amiga, não quero que te afastes. Vou conseguir superar, vais ver! Agora que isto já não é um mistério, já não é um segredo que implode cada vez que te vejo, vai ser muito mais fácil.</p>
<p>Mas não disse nada... apareceu quem não devia. E eu perdi a coragem que me tinha tomado de assalto de manhã.<br />
E agora mais dias e mais horas e minutos a pensar e repensar no que fazer. Bolas, tens de colaborar.
</p>
<p><a href="http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2008/10/19/quero-dizer-te#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sun, 19 Oct 2008 09:30:50 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Meses de vida...</title>
	<link>http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2008/10/15/meses-de-vida</link>
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		<description><![CDATA[<p>Imaginem pedirem-vos que se imaginem a receber a notícia de que apenas têm três meses de vida e que escrevam o que sentem...<br />
É horroroso só de imaginar...</p>
<p>        <strong>MESES DE VIDA</strong><br />
Médico. Leucemia. As últimas palavras que oiço sem sentir todo o peso do mundo a afastar-me da realidade. O chão abandona-me, sinto-me a cair no vazio, não encontro nada a que me agarrar. Desabito-me do meu próprio corpo, sensação de estranheza!</p>
<p>Saio dali ainda a cambalear, quero, desesperadamente, estar sozinha, pensar o que fazer com o tempo que resta. Como me despedir das pessoas que me fazem amar tanto a vida? Como sequer contar-lhes? As palavras fogem e a garganta seca teimosamente.</p>
<p>Nunca fui boa com palavras, sempre precisei da caneta e do papel. Sim é isso, penso. O melhor é escrever-lhes. Quero que saibam exactamente aquilo que sinto neste momento.</p>
<p>MÃE E MANA<br />
Mãe e mana são as pessoas mais importantes do meu mundo. Nunca conseguiria imaginar a minha vida sem vos ter por perto.<br />
Falhei-vos muitas vezes, fui injusta, magoei-vos em determinadas alturas das nossas vidas. Não tive o dom de pedir desculpa. Peço agora, DESCULPA, por todas as vezes que errei.<br />
Nem sempre fui capaz de vos demonstrar o meu amor, mas agora digo, na esperança de colmatar essa falha por todos os anos que viverão, amo-vos acima de tudo.<br />
Obrigado, por estarem na minha vida SEMPRE, até ao fim.<br />
Eu estou bem, se vocês estiverem bem. Não sofram, não chorem, por favor…</p>
<p>PAI<br />
Sabes que não és um pai perfeito, sei agora que também não sou uma filha perfeita.<br />
Não te vou pedir desculpa, a culpa foi de ambos, não soubemos viver um com o outro. Afastamos a coragem, adiamos a conversa de há muito. Mas ainda assim queria estar lá quando mais precisasses de mim, queria dizer-te que podes contar comigo, apesar de tudo. Mas as leis inverteram-se, e agora eu preciso que Tu estejas comigo, que digas que gostas de mim, que sou tua filha. Que já não preciso de chorar mais quando penso em ti, de sofrer mais por nós.<br />
Tenho tanto para te contar, nem sei por onde começar. Teremos o tempo necessário para nos desenganarmos. És o meu pai amado, estou em paz contigo.</p>
<p>AVÓS<br />
Obrigado por tornarem a minha vida tão especial, por me arrancarem o mais sincero dos sorrisos e me abraçarem com a maior espontaneidade possível nos piores momentos, tornando as minhas lágrimas mais quentes. Agradeço-vos terem-me tornado na pessoa mais humana que sou hoje.<br />
Sei que vão sofrer tanto e isso deixa-me mortificada. Por favor reajam, recuperem por mim e principalmente por vós.</p>
<p>TIOS<br />
Tio adoro a pessoa que és, íntegro! És a pessoa com mais força na nossa família, ajuda a mãe, a mana, a tia e os avós. Sei que é pedir-te um enorme esforço, mas nem por um momento duvido de ti. És uma referência.<br />
Tia, minha irmã mais velha, meu ídolo. Tantos momentos partilhados, tantas confidências e, agora, não sei que te dizer. Sinto-me na obrigação de te explicar isto, mas não consigo. Desculpa. Vive livre e intensamente. Vive por nós.</p>
<p>JORGE<br />
Entraste repentinamente nas nossas vidas, foi difícil a adaptação. Agora és um dos nossos. Não minto: senti-me muitas vezes magoada contigo, até decepcionada. Mas a maioria das vezes sinto-me bem contigo, aprecio a tua presença e sinto-me eternamente grata pelo bem que fizeste à minha mãe.</p>
<p>AMIGOS<br />
Tenho duas mãos cheias de amigos, que não deixarei escapar. Uma fatia tão boa da minha vida. Fazem-me bem, tornam a minha tão mais estupenda. Obrigado longo para vós.<br />
Rita: conheces o meu mais antigo e profundo eu. Dê o mundo as voltas que der, vamos sempre acabar no meio das nossas conversas, tão nossas!<br />
Renato: Adoro a tua maneira de falar, fazes-me rir às gargalhadas, que sensação boa!<br />
Verónica: Os nossos momentos no vão da escada, na noite cerrada. As descobertas que ali se vão fazendo e nem percebemos que os anos passam e nós ali continuamos.<br />
Diana e Eliana: Tanto ficará por dizer. Todas tão diferentes, mas tão iguais. Apesar da distância que nos separa, temos estado perto. O pacto de união mantém-se, mas não consigo deixar de me questionar se resistirá, por mais quanto tempo?<br />
Sandra, a coragem; Filipa, a cola super-forte harmoniosa; Ângela, a minha pessoa imutável: mudei-me, só, para um lugar desconhecido. Aí vos encontrei, e o sentimento de pertença e amizade não mais parou de crescer. Obrigado por estarem junto de mim agora, sei que são as pessoas que melhor entendem o que daqui para a frente vai acontecer.</p>
<p>PESSOA ESPECIAL<br />
Não sei bem como, mas fui gostando de ti. Embora não o assuma, quero que fiques na minha vida. O resto perceberás assim que me olhares nos olhos.
</p>
<p><img id="image423965" alt="leucemia1.JPG" src="http://files.nireblog.com/blogs4/long-blue-thought/files/leucemia1.JPG" align="middle" class="imgcentro" />
</p>
<p><a href="http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2008/10/15/meses-de-vida#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Wed, 15 Oct 2008 18:46:59 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Quando o mau augúrio se torna real.</title>
	<link>http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2008/10/11/quando-o-mau-augurio-se-torna-real</link>
	<guid>http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2008/10/11/quando-o-mau-augurio-se-torna-real</guid>
		<description><![CDATA[<p>Insistes em fazer-me mal. Insistes em irritar-me.<br />
Irritas-me por tudo e, contudo, por nada. Nada tenho a ver com a tua vida, porque tenho eu de me sentir assim?<br />
Conheço a verdade: nunca vais mudar, como poderias? Seria utópico pensar que não te encantarias sempre à primeira passagem por uma qualquer Vénus, mesmo que até não saibas que stás a cair num buraco... negro.<br />
Como poderia eu esperar algo de ti? Só se sou realmente muito estúpida.<br />
Já não posso mais, nem ver-te a ti, nem ver a porra das maçãs!<br />
Já nem consigo olhar para a tua cara, não te consigo <em>ver</em>, deve ser dessa quantidade de lã que te tolda o cérebro.<br />
És um homem tão néscio, que fico profundamente irritada por não conseguir quebrar o encantamento. Porque me continuo a sentir nervosa quando te vou ver, quando te vejo, se te odeio? Se me agonias, se me provocas um nó enrolado (muito!) na garganta? Se fazes com que não me consiga ajudar a mim própria?<br />
Preciso de um homem a sério. E, sinceramente, já não me sinto a mulher que te vai tornar num. Pensei que sim, mas ontem cheguei, finalmente, à conclusão que não.<br />
Pensei que o gostar e a paciência chegassem, mas NÃO.</p>
<p>[Escrito a 11 de Outubro de 2008]</p>
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<p><a href="http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2008/10/11/quando-o-mau-augurio-se-torna-real#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 13:04:56 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Regresso a casa...</title>
	<link>http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2008/10/11/regresso-a-casa</link>
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		<description><![CDATA[<p><img id="image418470" alt="untitled.bmp" src="http://files.nireblog.com/blogs4/long-blue-thought/files/untitled.bmp" align="middle" class="imgcentro" />Regresso a casa, mas tu não estás. Fico triste.<br />
Quero ver te, estar contigo, sempre feliz, com um sorriso aparvalhado na cara, não consigo evitar. Imagino-te aí na tua vida, nunca quieto, com companhia. Fico trsite.<br />
Quero que me olhes como te olho. Umas vezes, penso que é possível, já outras... continuo triste.<br />
Um transeunte aparece nos meus pensamentos e diz que não temos nada a ver, que não poderíamo nunca ser um do outro. Oiço-o com um mau augúrio. Será isso que vai acontecer? NADA... é isso que o passar dos minutos, horas e dias, que lá longe vejo passar, nos reserva? Triste.<br />
Será que o que vejo e interpreto está errado? Eu acho que tens medo de mim. Mas porquê, isso de facto não sei. Sei que te quero e sei que tenho paciência. Bastar-te-á?</p>
<p>[Escrito a 4 de Outubro de 2008]
</p>
<p><a href="http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2008/10/11/regresso-a-casa#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 12:44:32 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>No meu imaginário foi assim...</title>
	<link>http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2008/10/04/no-meu-imaginario-foi-assim</link>
	<guid>http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2008/10/04/no-meu-imaginario-foi-assim</guid>
		<description><![CDATA[<p>Parece que tens vergonha de mim, de me olhar nos olhos... ou serei eu?<br />
Chegaste e doía-te a barriga: fiteiro! Ainda assim queria muito poder ajudar-te. Não pude, não fui capaz...<br />
Entraste no carro no lugar de trás com uma estranha. Tiveste desde logo mais à vontade com ela (fizeste-me pensar em possibilidades desagradáveis).<br />
Quis ver as letras cravadas na pele da estranha que, curiosamente, diziam na língua morta: "tão longe, mas tão perto".<br />
Olháva-mos, mas as nossas cabeças estavam tão perto, que poderia ter ouvido os teus pensamentos... não ouvi.<br />
Já na mesa, entretanho-me a pensar que alguns olhares eram quase inocentes, que eram uma necessidade.<br />
Gosto de pensar que sorris de forma especial e que só agora o fazes. Gosto quando sorris.<br />
Gostei quando me tocaste com intenção. As tuas mãos nos meus ombros. A tua Voz: nem reparei que íamos em direcção ao céu.<br />
Descemos e tu conduziste: houve um olhar que hei-de lembrar-me. Querias assustar-me e olhaste-me provocador esperando uma qualquer reacção.<br />
A estranha diz: "Gostas de mulheres como ela". Não respondeste. Fico sem saber o que pensar, nem sim, nem não. Instala-se um silêncio ensurdecedor.<br />
O carro pára. Dizes que levas o carro até à última estação, se eu voltar contigo: tens medo de voltar sozinho, dizes! Digo-te que não. Parva. Se respondesse sim, agora as coisas seriam diferentes?<br />
Últimos olhares antes de saíres para a rua. Desejei poder voltar atrás e roubar-te um beijo leve!</p>
<p>A estranha pergunta-me se gosto de ti. Minto.<br />
Pergunta se gostas de mim. Não sei, gostava de saber. Disse-lhe que não gostavas.<br />
Hoje não vieste e eu não te vi. A fruta do pecado deixou-te cansado, será?</p>
<p>Queria ter-te visto. Dorme bem.</p>
<p>[Escrito a 17 de Setembro de 2008]
</p>
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<p>"></p>
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<p><a href="http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2008/10/04/no-meu-imaginario-foi-assim#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sat, 04 Oct 2008 23:06:27 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Quando te (re)conheci!</title>
	<link>http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2008/10/04/quando-te-reconheci</link>
	<guid>http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2008/10/04/quando-te-reconheci</guid>
		<description><![CDATA[<p><img id="image413369" alt="2572896131_893d4d82381.jpg" src="http://files.nireblog.com/blogs4/long-blue-thought/files/2572896131_893d4d82381.jpg" align="middle" class="imgcentro" />1 - I, +/- 20m, o tempo de acabares o teu chá lipton. Foste embora.<br />
2 - Castelo. A, o tempo de encontrares nova companhia. Seguimos sozinhos, sem ti, para onde não me apetecia. Quando te voltei a ver tinhas nova companhia. Deixei o telefone no carro, no teu.<br />
3 - J: diferente. Combinamos jantar entre todos. A atenção muda. [Será que muda?]<br />
4 - S: curioso! Conduzo em algures. Castelo: sempre com ideias antónimas. Jardim: conversamos sobre ti.</p>
<p>Discordo mil vezes de ti. Mas ainda assim passa-se algo: não gosto de ti.</p>
<p>Mas não consigo deixar de pensar. Por favor não, preciso que nada se passe.</p>
<p>5 - Hoje não saímos: eu não impliquei contigo e tu não implicaste comigo. Queria ter saído, mas não devia querer.</p>
<p>Contei a outrém. Não devia, mas precisava. Não devia precisar. Porra!</p>
<p>[Escrito a 10 de Setembro de 2008]
</p>
<p><a href="http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2008/10/04/quando-te-reconheci#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sat, 04 Oct 2008 16:21:43 +0100</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Karma</title>
	<link>http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2008/10/04/karma</link>
	<guid>http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2008/10/04/karma</guid>
		<description><![CDATA[<p><img id="image413007" alt="arvore_despida.jpg" src="http://files.nireblog.com/blogs4/long-blue-thought/files/arvore_despida.jpg" align="left" />O Karma! Não é algo que amaldiçoe a pessoa, não é algo que lhe aconteça de mau, não é azar. Só pode ser a pessoa em si.<br />
E sendo assim, parece que há que aceitar ser um Karma.<br />
Suponho que um Karma há-de ter direitos:</p>
<p>- O Karma tem o direito de se sentir magoado e não esquecer;<br />
- O Karma tem o direito a ter o seu espaço e intimidade;<br />
- Um Karma reserva-se ainda ao direito de permanecer em silêncio e não piorar o seu "karma", nem passá-lo, momentaneamente, aos que o rodeiam.</p>
<p>Por tudo isto, um Karma não poderá, em situação alguma, ser chamado de rancoroso: porque tem direitos.<br />
Um Karma é, provavelmente, uma pessoa estúpida, porque deixa que lhe violem os direitos e limita-se a chorar, porque sabe que é melhor não falar. As suas coisas, os seus pensamentos são seus e assim deverão ser. Caso isto não se verifique, as pessoas tentarão justificar e convencê-lo de que não é um Karma, de que A VIDA É MARAVILHOSA E AS COISAS QUE O MAGOAM SÃO, SIMPLESMENTE, DO PASSADO E, PORTANTO, NÃO DEVERÃO SER VALORIZADAS. E, se ainda assim, o Karma não ficar convencido (é, obviamente classificado de irresponsável e fútil pela sociedade), os seus semelhantes "Não Karma" tentarão libertar-se das suas culpas, defendendo-se agressivamente, arranjando mais argumentos para humilharem a pessoa Karma.</p>
<p>Posto isto, a pessoa Karma não responde porque não quer ferir as susceptibilidades e só quer descansar, só quer ficar sozinha, só quer melhorar.</p>
<p>[Escrito a 14 de Junho de 2008]
</p>
<p><a href="http://long-blue-thought.nireblog.com/post/2008/10/04/karma#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sat, 04 Oct 2008 16:05:38 +0100</pubDate>	</item>
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