Estou agónica...
baldie @ 13:44
É qualquer coisa que nasce na garganta ou no estômago, não sei bem, e morre no estômago ou na garganta, não sei. Espalha-se por todo o tórax e agarra-me o coração em garra e comprime, comprime. Chama-se agonia?
É ambíguo, mais que nunca, como jamais foi: quero fugir, correr e gritar socorro, mas também quero olhar para trás, decorar a tua cara ou de preferância tê-la sempre à minha frente. Não te ver é doloroso, ver-te é devastador. Como é possível viver assim? Como se me tivessem injectado adrenalina, dopamina e serotonina, tudo duma vez: alerta total. Quero agarrar o tempo, não quero que passe, mas quero que passe depressa para acabar com esta coisa no meu peito. Quero respirar tranquilamente, quero o meu ritmo cardíaco regular, quero... quero... quero-te a ti, no fundo.
Pensar em ti assim, pensar que há um continente entre nós, nem o mar é o mesmo. Não vemos as mesmas coisas, não sentimos as mesmas coisas.
Estou a tentar que não me ouças, que não me vejas, estou a tentar, é tudo o que posso prometer.
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