E agora a chuva chegou outra vez...
baldie @ 16:46
Tantos meses, tantas horas que gastei a pensar em ti, porque te amo tanto... A pensar como seria voltar a ver-te, o que iria dizer-te, a pensar se te iria abraçar.
A coragem veio e eu telefonei-te. Estava controladamente descontrolada, a voz soou fria e dura. Falaste pouco e eu também... a voz começou a tremer. Quando desliguei, não chovia lá fora... mas a minha cara estava molhada e continuou molhada.
Combinamos jantar no dia a seguir. Fizeste de conta que nunca houve um buraco nas nossas vidas e isso não é justo para comigo.
Não preciso que fales, precisava apenas que me tivesses ouvido, mas não quiseste.
Este reencontro tinha de ser tratado como uma ferida: primeiro tinhamos de ter desbridado o tecido necrosado para promover uma boa cicatrização.
Mas tu não deixaste e eu sinto que pouco mudou..
Ages como se soubesses a razão que nos afasta, que nos faz estar separados, como se não houvesse nada a fazer por nós... simplesmente porque a culpa ou é da estação do ano ou duma mudança semelhante, com qual não vamos poder interferir.
Sinto-me hipócrita...

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