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Arquivo: Janeiro 2009

CRÓNICA A UM OBTURADOR

baldie 13/01/2009 @ 18:17

Recordo-me ainda da primeira vez que me disseram que um cateter estaria obturado. Senti-me destroçada, que nome tão complexo: o Obturador deve ser, com certeza, algo horrível, complicado e de difícil compreensão. Mentes mais iluminadas com certeza compreenderão a razão do meu pasmo e deslumbramento quando finalmente o fitei. Ali estava ele…
Óbvio que um Obturador, também conhecido por muitos como “o Bionecter” possui dois grandes objectivos: manter a permeabilidade do catéter (evitar a acumulação de fibrina no seu interior) e reduzir o risco de infecção (a cada administração de fármacos)... Digamos que este pequeno, mas não menos importante, instrumento de trabalho exige, evidentemente, e como seria de esperar cuidados: pesquisar sinais inflamatórios no local de inserção do cateter ou no trajecto da veia (e deixar esses aspectos descritos em notas de acordo com a não menos complexa nomenclatura CIPE, também para sua própria segurança e credibilidade!).
O obturador não vem, nesciamente, com livro de instruções (talvez aumente exponencialmente os custos de produção que apenas por acaso desconheço), suponho que os fabricantes pensem: “Toda a gente sabe que existe, o que é e como funciona”, logo quem sabe que explique aos outros! Serão claramente grandes visionários da sociedade contemporânea, tendo em conta o período de crise. Esquecem-se, ou não valorizam (onde está a diferença?) os desventurados estudantes de enfermagem que encaram o Obturador, e agora atente-se, como o seu cavalo de batalha no Texas. Não obstante a esta realidade duríssima, os Obturadores são ainda mote de dissertações, reflexões e associados, para que seja, finalmente, compreendida a sua função nas enfermarias. Uma vez entendida esta grande função, o estudante de enfermagem sente-se satisfeito porque tem, decerto, um meio da nota dos irrepreensíveis!

Segurança

baldie 11/01/2009 @ 18:09

Gostava de te ver mais vezes: fazes me sentir segura dentro desses teus olhos ora azuis ora verdes... por mais que o tempo passe parece que há coisas que nunca irão mudar entre nós. Somos amigos tão um do outro, tão nossos. Uma sensação que não consigo partilhar com ninguém: é a amizade mais bonita do mundo!
Quando estamos juntos o mundo pára: já não temos preocupações, subitamente a única coisa que fazemos é rir.
Estamos sempre em sintonia: tu sabes o que estou a pensar e eu sei o que tu estás a pensar, nem precisamos de adivinhar. Conhecemos todos as minusculas feições da cara um do outro, nem sequer há hipótese de tentar esconder pensamentos, como é possível tal ligação. Parecemos tão gémeos.
E sim: somos egoístas! Quando estamos juntos temos de fazer um esforço enorme para deixarmos os outros perceberem nos, porque com eles já precisamos de articular palavras, construir frases...
Sabes que te adoro?

AMIZADE E MÚSICA
Tocam só harpas os anjos?
Anjos tomam cerveja?
Esta amizade... bendita seja!
Ouço que anjos realmente tocam
Que anjos realmente cantam
Sons de anjos diferentes
Que riem, que brincam
E aceitam-me entre eles
Com meu modesto violão
E minha enorme imperfeição
É a sonoridade da alma
Fluem valsas e chorinhos
Nada de liras ou clarins
Canções de amor, dolentes
Delicados cavaquinhos
Pandeiros e bandolins
Não ouço música formal
Percebo uma voz, um canto
Realmente, angelical
Lindo, em plenitude
Definitivamente...
O som é um sonho
Não é virtual...
Existe a angelitude!

De um desconhecido que te conhecia...

O depois, o pós...

baldie 06/01/2009 @ 18:57

Fiz a loucura, como seria possível dizer que não depois de todos aqueles desejos ardentes?! Claro que não estava a dormir e muito menos "morta" contigo ali, a acenderes todos as minhas células.
Tivemos de repetir 3 vezes e sabes que mais: acho que não te desejo, mas desejo que tu me desejes. Porque gosto de te ver a cubiçares-me, porque gosto de te ver a engolir em seco.
Mas existe o depois, o pós-loucura: a consciência adormecida desperta!
Fizemos bem? Não exageramos? Podemos confiar a entrega um ao outro sem receios?
E, contudo, não sei se não quero voltar a sentir o teu cheiro...
Neste novo ano deixei os pedidos habituais, aliás nem me lembrei de pensar nisso. Agora, que penso que tenho 12 pedidos em atraso (assim como as terríveis uvas secas, cujo nome não deverá ser pronunciado neste blog!), DESEJO aprender a amar reciprocamente, porque esta vida louca não poderá, jamais, ser eterna. Preciso disso a que chamam estabilidade emocional na minha vida: paz, calma e amizade incondicional a par de amor, se é que isto existe (porque julgo que a isto se chamará amor).
Feliz Ano. Brindemos aos sentimentos sérios.


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