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Arquivo: Novembro 2008

Loucuras

baldie 30/11/2008 @ 17:58

Loucura é o que vou cometer. Não aguento mais, é mais forte que eu...
O desejo da carne supera-me em tudo, não há bom senso que impere.. misto de fogo e injecção de adrenalina. A brutalidade do sentimento.
Não se trata de um sentimento bonito, não é, mas vicia. É algo que vai passar, espero eu, tem de passar.
Não te quero para felicidade eterna, não tenhas medo de me magoar porque achas que não mereço. Não me vais magoar, nem eu a ti, muito pelo contrário, temos de resolver isto. O que eu não mereço, nem consigo, é aguentar, aparentemente, calma, quando há um tornado dentro de mim. Por outro lado, até fico, temporariamente, lisongeada, por teres esse respeito por mim, o que me dá ainda mais vontade de te ter.

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Querer...

baldie 18/11/2008 @ 15:56

Não percebo! Não gosto de ti, gosto, mas é um gostar diferente. Não estou apaixonada.
Sinto-me atraída, umas vezes mais que outras... mas, no geral, tenho necessidade de controlar a minha loucura impulsiva... nasce em mim um felino, que só quer caçar.
Que sentimento tão estranho, tão animal, chega a ser perigoso!
Já não sei que mais fazer, mas não consigo parar, dizer basta: um misto de curiosidade e desejo..!

Poder de me irritar...

baldie 07/11/2008 @ 15:34

Existem poucas coisas que me deixem verdadeiramente irritada, transtornada, capaz de ser rude e deixar o "meu mundo politicamente correcto"...
Mas estas poucas coisas, são de facto pequenas, mas com um poder fulminante, e de repente estou a arder em silêncio e a lutar com todas as minhas forças para não ser MÁ.
Metem-se na minha vida quando sabem que o que mais prezo é a minha liberdade, fazer o que me apetece. Dito desta forma pode parecer irreflectido, mas não é. Sei o que faço. Como eu comando a minha vida, ninguém tem nada a ver com isso. Não suporte que tentem interferir e muito menos se achem no direito de me darem palpites. Se falhar a culpa é só minha.
E agora pensam "mas quando te sentes só e triste gostas que esteja alguém junto de ti": sim, é verdade. Gosto, e não só quando estou triste, odeio estar sozinha. Preciso dos outros como de ar. Mas preciso que me deixem o meu espaço, que me respeitam como sou, que respeitam o que faço e como faço, sem questionar. Porque eu não me lembro de questionar a forma de viver de outrém, ainda que não concorde.
Não quero que me digam que estou atrasada: eu também sei ver as horas.
Não quero que me digam que sou baldas: eu também sei ver as aulas marcadas nos horários.
Não quero que me digam que sou preguiçosa: eu também sei quando não estou a fazer algo que devia estar a fazer...
Não quero que me digam nada, a não ser para falar da metereologia, quando me sinto triste. Porque se estou triste é porque preciso, porque algo me deixou assim.
Não quero que me deixem em paz, quero que respeitem o meu espaço e a minha necessidade de me afastar, de não estar... porque eu sou assim.


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